OMS divulga material sobre Agenda Global de Pesquisa sobre Tradução do Conhecimento e Políticas Informadas por Evidências

A iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), tem agora material  acessível também em português.  A Coalizão Brasileira pelas Evidências (CBE) e outras redes estão convidadas a apoiar a disseminação e implementação das ações

🔗 Você pode consultar a apresentação da Agenda em português aqui

O que é a Agenda Global de Pesquisa?

A Agenda Global de Pesquisa sobre Tradução do Conhecimento e Formulação de Políticas Informadas por Evidências (PIE) é uma iniciativa liderada pela OMS para identificar e definir prioridades de pesquisa. O objetivo final é apresentar uma Agenda Global baseada em consenso entre os diferentes participantes do ecossistema, que impulsione pesquisas  impactantes sobre Tradução do Conhecimento e PIE, bem como e fortaleça os vínculos entre pesquisa e políticas públicas.

Como foi elaborada a Agenda Global de Pesquisa?

Em dezembro de 2023, a OMS lançou uma Chamada Pública de Especialistas para convidar pesquisadoras(es) e profissionais de Tradução do Conhecimento de todas as regiões da OMS (5 continentes) a participar do processo de desenvolvimento da Agenda. 

Um grupo diverso de 131 especialistas de mais de 40 países, abrangendo os setores de saúde e políticas sociais, sociedade civil, academia, governos, agências da Organização das Nações Unidas (ONU), além de organizações internacionais — contribuiu para o desenvolvimento do projeto.

Esses especialistas identificaram e refinaram conjuntamente as prioridades de pesquisa, culminando na criação da Agenda Global de Pesquisa.

O trabalho de identificação e definição das prioridades de pesquisa concentra-se em:

  • Melhorar a eficiência e as sinergias na pesquisa em Tradução do Conhecimento;
  • Compreender o uso bem-sucedido de evidências na formulação de políticas;
  • Direcionar o financiamento para as áreas prioritárias identificadas;
  • Aumentar a conscientização sobre a pesquisa em Tradução do Conhecimento e o uso de evidências;
  • Fortalecer a colaboração em todo o ecossistema de evidências.

“Uma parte importante é envolver grupos que já estão profundamente engajados na tradução do conhecimento, […] grupos que possam orientar a contextualização dessa agenda global para a região.” disse Rose Oronje, Diretora da Public Policy and Knowledge Translation at the African Institute of Development Policy.

Por que precisamos de uma Agenda Global de Pesquisa?

Na era atual de narrativas concorrentes e desinformação, é fundamental que as políticas sejam informadas pelas melhores evidências disponíveis. Apesar do progresso significativo em Tradução do Conhecimento e PIE, ao longo dos anos, os resultados de pesquisas e outras formas de evidência ainda são subutilizados nos processos de formulação de políticas.

A pesquisa em Tradução do Conhecimento, que estuda os métodos para promover a incorporação de evidências para as políticas públicas, enfrenta desafios devido à falta de coordenação de esforços entre quem pesquisa e quem toma decisão na gestão pública, o que leva tanto à duplicação de esforços quanto a estudos com poucos recursos. Uma agenda de pesquisa unificada pode fornecer orientação e diretrizes para melhorar a colaboração e a coordenação estratégicas entre as partes interessadas, a fim de impulsionar melhores resultados nas intervenções sociais.

Próximos passos em disseminação

Em breve, serão publicados outros produtos de disseminação, como um relatório da OMS, uma publicação acadêmica, um kit de ferramentas de implementação, entre outros recursos para apoiar a Agenda Global de Pesquisa.

“O primeiro passo deve ser garantir que haja uma ampla aceitação da agenda entre os atores nacionais e regionais, ou seja, eles devem estar convencidos do valor da agenda antes que haja, de fato, uma verdadeira adesão.” Donald Simeon, diretor do Caribbean Centre for Health Systems Research and Development, University of the West Indies.

Como posso me envolver?

Utilize a apresentação disponível aqui para apoiar o compartilhamento e a divulgação da iniciativa. 

Visite o site oficial da Agenda de Pesquisa para acompanhar os esforços de implementação e junte-se ao grupo da EVIPNet no LinkedIn para se manter informado sobre novos anúncios e atualizações.

Comunicação CBE

Em dezembro, Coalizão Brasileira pelas Evidências realizará encontros regionais para apresentar diagnóstico sobre evidências em saúde. Participe!

Eventos presenciais em todas as regiões do país apresentarão diagnósticos inéditos sobre o uso de evidências na tomada de decisão em saúde 

O Projeto Ecoevi: Ecossistema de Evidências para Saúde do Brasil, uma iniciativa articulada pela Coalizão Brasileira pelas Evidências, entra em sua etapa final, dedicada à disseminação dos resultados por meio de encontros regionais. Serão realizados cinco encontros em formato híbrido (presencial e online) para apresentar, discutir e aprofundar o diagnóstico situacional sobre o uso de evidências na tomada de decisão em saúde em todas as regiões do país. Para participar, presencial ou online, é necessário preencher o formulário de inscrição. Após o registro, enviaremos o link de acesso virtual.

O objetivo dos encontros é fomentar o intercâmbio entre instituições, serviços, núcleos de evidências e gestoras (es) do Sistema Único de Saúde (SUS). A programação de cada evento inclui a apresentação dos resultados do mapeamento regional, rodadas de debate para coletar feedbacks sobre o diagnóstico e identificar necessidades de apoio, além de uma construção coletiva sobre os próximos passos para avançar a agenda de Políticas Informadas por Evidências (PIE) em cada território.

Confira a programação completa dos encontros regionais:

  • Região Centro-Oeste – Brasília (DF)
    Data:
     05/12 (sexta-feira)
    Horário: 14h às 17h (horário de Brasília)
    Local: Fiocruz Brasília, Sala 6, 1º andar
  • Região Norte – Porto Velho (RO)
    Data: 08/12 (segunda-feira)
    Horário: Brasília – 10h às 12h e 15h às 17h30 /Acre – 8h às 10h e 13h às 15h30 / Rondônia: 9h às 11h e 14h às 16h30
    Local: Centro Universitário São Lucas – Afya, Campus I (Auditório)
  • Região Sul – Porto Alegre (RS)
    Data: 09/12 (terça-feira)
    Horário: 16h às 18h30 (horário de Brasília)
    Local: PUC, Sala 326 – Living 360º
  • Região Nordeste – Recife (PE)
    Data: 10/12 (quarta-feira)
    Horário: 9h30 às 12h (horário de Brasília)
    Local: Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco (UPE), Sala de Reuniões do MOI, Recife/PE
  • Região Sudeste – São Paulo (SP)
    Data: 12/12 (sexta-feira)
    Horário: a partir das 8h30 (horário de Brasília)
    Local: Faculdade de Odontologia da USP, Anfiteatro CRAI

A participação nos encontros é gratuita e aberta a gestoras(es) públicas(os), pesquisadoras(es), profissionais de saúde, estudantes e a todas as pessoas interessadas em Políticas Informadas por Evidências (PIE). Haverá certificado de participação.

Sobre o Projeto Ecoevi

O Projeto “Ecossistema de Evidências para Saúde do Brasil: diagnóstico situacional do uso de evidências nos níveis federal, estadual e municipal” visa mapear, analisar e fortalecer o ecossistema de produção, intermediação e uso de evidências para políticas públicas de saúde no Brasil. 

A iniciativa é resultado das atividades do Grupo de Trabalho Diagnósticos Situacionais da Coalizão Brasileira pelas Evidências e é realizada por uma parceria entre o Instituto Veredas, a Universidade de Sorocaba (Uniso) e a Universidade de São Paulo (USP), em articulação com o Ministério da Saúde e com financiamento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Para mais informações, acesse o site do Projeto Ecoevi.

por: Comunicação Veredas

Foto: Coalizão Brasileira pelas Evidências no 1º Encontro da Coalizão, em agosto de 2024.

Coalizão no ABRASCÃO 2025: democracia, equidade e justiça climática no centro do debate no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, que começa no dia 28, em Brasília, com transmissão ao vivo 

O Seminário “Políticas Públicas Informadas por Evidências” abre o pré-congresso com debates importantes na Fiocruz Brasília, sobre uso de dados, capacidade estatal e formação de profissionais em Monitoramento e Avaliação (M&A). 

O 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão 2025) destaca o tema “Democracia, equidade e justiça climática: a saúde e o enfrentamento dos desafios do século XXI” –um chamado à Saúde Coletiva para debater o papel do SUS frente às novas crises, incluindo as emergências climáticas. O evento vai até o dia 03 de dezembro, com dois dias de pré-congresso (28 e 29/11) dedicados exclusivamente aos cursos e oficinas. 

O Seminário “Políticas Públicas Informadas por Evidências”, marcado para sexta, dia 28, tem duas mesas previstas: 

Mesa 1 – Conhecimentos, Arranjos e Capacidades para a Governança Democrática

→ Horário: 9h às 12h

→ Foco: Pré-lançamento do livro “Políticas públicas informadas por evidências:

conhecimentos, arranjos e capacidades para a governança democrática”, coletânea do Ipea com a colaboração de pesquisadoras e pesquisadores de diversas instituições, sobre condições, proposições e práticas voltadas ao aprimoramento da governança democrática e ao fortalecimento da capacidade do Estado na produção e no uso do conhecimento técnico-científico para a formulação e implementação de políticas públicas. Serão discutidos casos de institucionalização de monitoramento e avaliação em áreas como saúde, agropecuária, direitos humanos e assistência social.

→ Participam: Wesley Matheus de Oliveira, secretário de M&A (Ministério do Planejamento), Natália Massaco Koga (Ipea), Rafael T. Schleicher (Fiocruz Brasília), Adriana Bueno & Daniela Carmo (Embrapa) e Fernanda Borges Serpa (ENAP).

Mesa 2 – Formação e Desenvolvimento de Pessoas no Campo de M&A no Brasil

→ Horário: 14h às 17h

→ Foco: Diante da crescente demanda por evidências e das novas iniciativas no Governo Federal –Análise de Impacto Regulatório (AIR) e o fortalecimento do Conselho de Monitoramento e Avaliação (M&A)–, a mesa vai debater a lacuna entre a necessidade por M&A e a ampliação das estruturas de formação de profissionais na área. As perguntas orientadoras abordam desde o perfil e a formação média dos profissionais até as trilhas de aprendizagem mais promissoras.

→ Participam: Kátia Zeredo (Fiocruz Brasília), Camila Porto Fasolo (Ministério da Educação), Márcia Joppert (RBMA), Amanda Arabage (FGV-CLEAR), Regina Luna (ENAP), Maria de Nazaré (UFC) e Sandra Leone (Fiocruz Mato Grosso do Sul).

Além do seminário de abertura, diversos representantes da Coalizão Brasileira pelas Evidências estarão presentes no Congresso Abrascão, do dia 30 de novembro a 3 de dezembro. Acompanhe nossas redes para os principais destaques. 

ABRASCÃO 2025: 

De 28 de novembro a 03 de dezembro.

  • Pré-congresso (cursos e oficinas): 28 e 29 de novembro.
  • Congresso principal: 30 de novembro a 03 de dezembro.

Fiocruz Brasília (auditório interno) e Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) – Brasília (DF)

Para saber mais, acesse: www.saudecoletiva.org.br

14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva https://zandaeventos.com.br/saudecoletiva2025/programacao/index_programado.php#topo

Coalizão participa do Encontro Nacional de Agentes Territoriais de Cultura do Ministério da Cultura

Jéssica Farias representou a Coalizão, conduzindo atividades na roda de conversa sobre Comunicação Comunitária, Popular, Acessível e Inclusiva 

No dia 15 de novembro de 2025, a Coalizão Brasileira pelas Evidências, representada por Jéssica Farias, integrante do GT de Comunicação, facilitou atividades na Roda de Conversa: Comunicação Comunitária, Popular, Acessível e Inclusiva. A ação integrou o Encontro Nacional de Formação de Coordenações e Tutorias de Agentes Territoriais de Cultura, parte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, promovido pelo Ministério da Cultura, em colaboração com a Diretoria de Educação Popular da Secretaria Nacional de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Realizado no SESI LAB, em Brasília (DF), o encontro reuniu agentes e coordenações de todo o país, fortalecendo o processo de territorialização das políticas públicas federais e qualificando práticas de cultura e participação social. A Coalizão contribuiu com reflexões e ferramentas para fortalecer uma comunicação enraizada nos territórios, acessível e engajadora — articulando saberes comunitários, participação social e práticas de tradução do conhecimento.

Divulgação: Minc

Durante a atividade, Jéssica Farias destacou a potência de vivenciar uma comunicação construída a partir do olhar de quem faz política pública no cotidiano: 

“Foi um momento muito rico para contribuir com uma comunicação situada no território e de estar olho no olho com quem constrói as políticas públicas culturais no dia a dia. Mediamos com arte, diálogo e com referências das experiências da própria Coalizão e do nosso GT de Comunicação no campo das políticas sociais, da participação social e do SUS. Esses encontros reforçam a potência de comunicar para fortalecer direitos.”

A presença da Coalizão foi reconhecida pela equipe organizadora da formação. Para Clóvis Souza, integrante da equipe da Diretoria de Educação Popular, Secretaria Nacional de Participação Social, Secretaria-Geral da Presidência da República, a participação agregou tanto conteúdo quanto método: 

“A contribuição da Coalizão foi preciosa. A atividade foi organizada de maneira bem direcionada aos desafios da comunicação popular, com experiências e ferramentas que dão concretude às práticas tão necessárias de comunicação libertadora para a garantia de direitos.”

Quem quiser saber mais sobre os dias de formação pode acessar o registro oficial publicado pela organização no Instagram. A apresentação utilizada pelo GT de Comunicação também está disponível online, assim como a publicação da Coalizão com roteiro e orientações para montar campanhas de comunicação popular, recomendada durante o encontro.

Que a Coalizão Brasileira pelas Evidências siga contribuindo com boas práticas e referências em disseminação de conteúdo para fortalecer políticas sociais, utilizando metodologias de comunicação popular, com foco em Linguagem Simples e Acessibilidade.

Materiais mencionados

Coalizão Brasileira pelas Evidências e Hub LAC presentes no II Seminário Internacional de Avaliação de Políticas Públicas em Saúde

As redes participaram da mesa de abertura e painel do evento organizado pela Faculdade de Saúde Pública da USP com a temática: Contribuições da Ciência da Implementação 

Entre os dias 29 e 31 de outubro, a Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP/USP) foi palco do II Seminário Internacional de Avaliação de Políticas Públicas em Saúde: Contribuições da Ciência da Implementação. Nesse contexto, a Coalizão Brasileira pelas Evidências e o Hub LAC foram convidados a participar da mesa de abertura do encontro, que reúne pesquisadores, gestores, profissionais da saúde, docentes e estudantes para debater formas de aproximar a produção científica das políticas e práticas no campo da saúde.

O objetivo do seminário era o de debater a integração de duas áreas fundamentais para a tradução do conhecimento produzido pelas pesquisas: A Ciência da Implementação (CI) e a Avaliação em Saúde. Além disso, com a participação de especialistas, foram trazidas as principais teorias, modelos e frameworks da Ciência da Implementação de forma contextualizada, com exemplos reais de aplicação de diversas metodologias para melhorar práticas, políticas e programas de saúde. 

Mesa de Abertura

Acompanhadas por José Leopoldo Antunes – FSP-USP, Marilia Louvison FSP-USP e  Beatriz Caroline Dias – Grupo de Interesse em Ciência da Disseminação e Implementação de Países de Língua Portuguesa,  Cecília Setti (Coalizão Brasileira pelas Evidências) e Jéssica Farias (Hub LAC), contribuíram com a experiência das redes no campo acadêmico e na Tradução de Conhecimento dentro da área da saúde.

“Estamos aqui para apoiar e fortalecer todas as iniciativas em prol do sistema de saúde e a saúde pública. Pensando em uma saúde que não é presa em si. A saúde também é segurança pública, também é direitos humanos, também é um ambiente adequado pra gente viver. Então a Coalizão está de portas abertas para todos que queiram circular, trazer conhecimentos, compartilhar e também para apoiar a construção dessa nova rede de avaliação.” 

(Cecília Setti)

“A gente tem um compromisso muito grande, ao trabalhar com políticas públicas, para que a ciência de fato faça com que os brasileiros voltem a sonhar e a sorrir nesse processo.”

(Jéssica Farias)

▶️ Assista a mesa de abertura na íntegra aqui

Reunião Técnica: I Encontro das Redes Colaborativas em Saberes e Práticas de Avaliação e Ciência da Implementação

Na parte da tarde do evento, que aconteceu de forma híbrida (presencial e com transmissão parcial), Cecília e Jéssica participaram do painel voltado ao encontro de redes no contexto das Práticas de Avaliação e Ciência da Implementação. A mesa contou com a participação de Stephen Timmons (Nottingham University Business School, Reino Unido), Ana Gama (ENSP Universidade NOVA de Lisboa) e Carolina Terra de Moraes Luizaga (Grupo de Interesse em Ciência da Disseminação e Implementação de Países de Língua Portuguesa).

Durante o painel, Jéssica Farias apresentou a trajetória do Hub de Evidências da América Latina e do Caribe – Hub LAC, sua estrutura e os principais projetos articulados pela rede. Dentre eles, o mapeamento de profissionais e instituições em Políticas Informadas por Evidências na região. 

“Participar deste seminário me confirmou algo fundamental: redes importam. Quando diferentes atores se encontram para pensar ciência, implementação e políticas públicas, abrimos caminhos que sozinhos não conseguiríamos. A presença das redes aqui mostrou que colaboração não é complemento, é condição para transformar evidências em ação. Sigo inspirada a fortalecer esses laços e a apoiar o surgimento de novas redes com propósitos comuns. Foram trocas que só uma rede diversa e viva é capaz de produzir.As evidências orientam, mas é a presença, o afeto e o coletivo que movem transformação”

(Jéssica Farias)

Na sequência, Cecília Setti apresentou a Coalizão Brasileira pelas Evidências, sua jornada até aqui e destacou como a rede tem sido palco de sucesso no compartilhamento de saberes e experiências, promovendo a Tradução do Conhecimento e a institucionalização do uso de evidências na tomada de decisão, sobretudo no campo da saúde, onde redes exitosas coexistem e se apoiam. 

“A participação do Hub Lac e da Coalizão Brasileira pelas Evidências no  II Seminário Internacional de Avaliação de Políticas Públicas em Saúde: Contribuições da Ciência da Implementação foi fundamental para destacar o papel transformador do trabalho em redes. Ao compartilharem suas experiências de trabalho colaborativo, no contexto brasileiro e internacional, as nossas colegas Jéssica Farias e Cecilia Setti ilustraram de maneira inspiradora, técnica e poética, como a articulação entre diferentes atores é um mecanismo poderoso para superar a lacuna entre a produção do conhecimento científico e a sua aplicação nas políticas públicas, de modo a gerar transformações reais no Brasil, América Latina e em outros cenários mundo afora.”
(Cintia de Freitas Oliveira – Instituto de Saúde – SES/SP, comissão organizadora do evento)

Saiba mais sobre o II Seminário Internacional de Avaliação de Políticas Públicas em Saúde aqui

▶️ Assista o painel aqui





Coalizão Brasileira pelas Evidências apresenta mapeamento com resultados do Ecossistema de Evidências em Saúde no Brasil

O próximo passo inclui a divulgação dos resultados em eventos científicos, como o 14º Abrascão (28 de novembro a 3 de dezembro) e Encontros Regionais do Projeto

A Coalizão Brasileira pelas Evidências realizou, nesta quinta (6/11), o 5º webinário do Projeto Ecoevi para apresentar o resultado da aplicação do Manual de Análise Situacional de Políticas Informadas por Evidências (PIE). A ferramenta original da EVIPNet Europa, após adaptação ao contexto brasileiro foi aplicada pelo Projeto Ecoevi, que busca mapear o ecossistema de evidências em saúde no Brasil.

O processo de adaptação da ferramenta para aplicação ao projeto contou com a realização de pilotos, oficinas temáticas e diálogo deliberativo com especialistas. Entre os temas abordados nas oficinas estão o sistema de saúde, sistema de informação em saúde, sistema de pesquisa em saúde e um panorama nacional da agenda das Políticas Informadas por Evidências (PIE) em saúde.  

A ferramenta foi traduzida para o português e teve sua primeira adaptação realizada pelo Hospital do Coração (HCor) e Ministério da Saúde. Ao longo de 2025, a equipe do Projeto Ecoevi conduziu um processo de adaptação contextual, chegando na versão aplicada em outubro para as cinco macrorregiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), por meio de oficinas com as seguintes temáticas: : Contexto geral (político, socioeconômico e demográfico); Sistema de Saúde; Sistema de Informação e Tecnologia em Saúde; e Pesquisa e Políticas Informadas por Evidências em Saúde.

No Webinário foram apresentadas as  seis etapas adotadas para consolidar a adaptação contextual da ferramenta e aplicação da Análise Situacional pelo Projeto Ecoevi abrangendo todo o país. “É uma ferramenta muito importante para entendermos todo o contexto e os desafios e barreiras do ecossistema em PIE. E a gente tem um país continental e diverso, então a nossa proposta foi adaptar a ferramenta olhando para essas diversidades e entender que o Brasil é composto por diversos Brasis”, afirma Julia Castro Martins, pesquisadora pela Coalizão Brasileira pelas Evidências. 

Diversidade

Para a representatividade nacional, diversidade de agentes institucionais e legitimidade nas ferramentas validades, a estratégia metodológica da análise situacional contou com a participação de organizações produtoras, intermediárias e usuárias de evidências, entre as quais representantes da sociedade civil, institutos de pesquisa, universidades e gestoras(es).

“A nossa instituição, que é a Secretaria Estadual de Saúde de Sergipe, ficou honrosa em ser colaborativa nesse projeto. Foi excelente, nos fez parar e refletir sobre nossas atividades, onde estamos e onde queremos chegar”, disse Giselda Melo Fontes Silva, da Secretaria Estadual de Saúde de Sergipe (SES/SE).

“É bonito ver o percurso metodológico desse estudo e como foi possível gerar um movimento na rede. Estou convencida que temos que desenhar mais trabalhos em rede, que nos unam e nos fortaleçam”, Fernanda Carrer, da Faculdade de Odontologia (USP) e integrante da equipe que idealizou o Projeto Ecoevi.

“Grata pela oportunidade de poder participar das oficinas regionais e representar o meu Nordeste e Ceará”, Maíra Barroso, representante da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

 “O Rio Grande do Sul ficou muito feliz em participar. Nos colocamos à disposição para continuar contribuindo com o fortalecimento das Políticas Públicas Informadas por Evidências”, Suzana Souza, representante da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS)

Projeto Ecoevi

O Projeto Ecoevi tem como objetivo mapear, analisar e fortalecer o ecossistema de produção, intermediação e uso de evidências para políticas públicas de saúde no Brasil, olhando para cada uma das regiões e as especificidades, além de classificar os agentes que fazem parte desse ecossistema.

Entre as etapas que já aconteceram, estão o mapeamento do ecossistema de evidências para políticas públicas de saúde no Brasil, a autoetnografia, a aplicação da lista de verificação e o diagnóstico situacional regional. O projeto está na fase final de disseminação e produção científica.

A divulgação do resultado da aplicação do Manual de Análise Situacional  também será feita em eventos científicos, entre os quais o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), que será realizado de 28 de novembro a 3 de dezembro, em Brasília. No início de dezembro vão ocorrer os Encontros Regionais presenciais, em formato híbrido, organizados pelo projeto. Acompanhem nas redes sociais e na página do projeto: coalizaopelasevidencias.org.br/projeto-ecoevi-brasil/

Comunicação Veredas 

Coalizão Brasileira pelas Evidências apresenta resultados parciais de iniciativa da OMS para institucionalização do uso de evidências

4º Webinário do Projeto Ecoevi apresentou a adaptação da ferramenta, considerando o o contexto do SUS

por Comunicação Veredas

A Coalizão Brasileira pelas Evidências realizou, nesta terça (4/11), o 4º Webinário do Projeto Ecoevi: Ecossistema de Evidências para Saúde do Brasil, onde apresentou o resultado parcial da Lista de Verificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A ferramenta metodológica, traduzida pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS), foi adaptada para aplicação no contexto brasileiro. 

O Projeto Ecoevi é uma iniciativa é resultado das atividades do Grupo de Trabalho Diagnósticos Situacionais, da Coalizão Brasileira pelas Evidências, e realizada por parceria entre o Instituto Veredas, a Universidade de Sorocaba (Uniso), a Universidade de São Paulo (USP), em articulação com o Ministério da Saúde e com financiamento da Opas.

Desenvolvimento e aplicação

A Lista de Verificação da OMS é composta por 73 ítens e seis domínios relacionados à institucionalização do uso de evidências: Governança; Padrões e Processos Rotineiros; Parcerias, Ações Coletivas e Apoio Mútuo; Liderança e Comprometimento; Recursos; e Cultura. Ela é destinada a organizações que apoiam o uso de evidências no processo e elaboração de Políticas Informadas por Evidências (PIE), listando uma série de ações para que o uso de evidências se torne parte da rotina.

Com a adaptação, a ferramenta contextualizou itens considerando à realidade nacional. “Chamamos um painel de 30 especialistas, considerando gênero e região, entre tomadores de decisão, profissionais e pesquisadores, interessados envolvidos na aplicação de evidências em políticas. Esses painelistas contribuíram de maneira efetiva para adaptação dos itens proposta”, afirma Luciane Lopes, representante da Uniso.

Ao todo, 17 instituições de todas as regiões do país participaram desta etapa do projeto, entre elas secretarias de saúde, universidades e instituições de pesquisa, organizações sociais e instituições que atuam em políticas públicas e hospitais. 

“Quisemos trazer essa abordagem qualitativa, refletir sobre a história da organização, o que está sendo construído e o que pode ser implementado. Não é uma avaliação, não gera pontuação ou resultado numérico e porcentagem em escala padronizada no final. Ela é uma ferramenta de apoio à reflexão e ao planejamento”, afirma Alan Maicon, da Uniso.

“Tornar essa ferramenta aplicável ao contexto brasileiro é incrível. Não podemos minimizar esse esforço, porque nenhum outro país do mundo está fazendo isso ainda”, afirma Laura Boeira, pesquisadora do Veredas e uma das desenvolvedoras da lista original.

“Agora estamos fazendo a tradução desta ferramenta adaptada ao contexto do Brasil para inglês e vamos debater nossos achados com o grupo que criou a ferramenta original”, completa Luciane. 

Projeto Ecoevi 

O Projeto Ecoevi tem como objetivo mapear, analisar e fortalecer o ecossistema de produção, intermediação e uso de evidências para políticas públicas de saúde no Brasil, olhando para cada uma das regiões e as especificidades que elas representam, além de classificar os agentes que fazem parte desse ecossistema.

Entre as etapas que já aconteceram estão o mapeamento do ecossistema de evidências para políticas públicas de saúde no Brasil, a autoetnografia, a aplicação da lista de verificação e o diagnóstico situacional regional. O projeto está na fase de disseminação e produção científica.

Na quinta (6/11), às 10h30 (horário de Brasília), a equipe apresentará o processo e os achados preliminares do diagnóstico situacional, em oficina online no Zoom. Para participar, basta se inscrever online.  Já na sexta (07/11), às 10h (horário de Brasília), a equipe apresentará na comunidade de práticas da OMS, em inglês, a adaptação da lista de verificação.

Coalizão Brasileira pelas Evidências realizará webinários sobre diagnóstico do ecossistema de evidências em saúde no Brasil. Participe!

Iniciativa irá detalhar a aplicação da Lista de Verificação da OMS, no dia 04/11, e do Manual de Análise Situacional, em 06/11. Os eventos são abertos ao público.

O Projeto Ecoevi: Ecossistema de evidências para saúde do Brasil anuncia a realização de seus dois últimos webinários, que marcam uma fase de divulgação dos métodos e resultados preliminares de sua pesquisa. O projeto tem como objetivo realizar um diagnóstico situacional do uso de evidências nos níveis federal, estadual e municipal de saúde.  Os eventos serão dedicados a apresentar as ferramentas fundamentais utilizadas para esse mapeamento.

Na terça (04/11), será realizado o webinário para se conhecer a aplicação da Lista de Verificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), e na quinta (06/11) sobre o Manual de Análise Situacional. Os webinários serão promovidos das 10h30 às 12h. As inscrições devem ser feitas nos links: Lista de Verificação e Manual de Análise Situacional

A participação nos webinários é gratuita e aberta a gestoras(es) públicas(os), pesquisadoras(es), profissionais de saúde, estudantes e a todas(os) as(os) interessadas(os) em ciência e políticas públicas de saúde.Para mais informações sobre o projeto, acesse o site do Projeto Ecoevi.

WEBINÁRIO 4: Conhecendo a aplicação da Lista de Verificação OMS

Objetivo: Apresentar publicamente a adaptação da ferramenta da OMS, o processo de aplicação no contexto do projeto Ecoevi e os resultados parciais, como o número de organizações abordadas, participantes, horas de coleta de informação e a distribuição territorial das organizações mapeadas.

WEBINÁRIO 5: Conhecendo a aplicação do Manual de Análise Situacional

Objetivo: Detalhar a adaptação e aplicação do Manual de Análise Situacional pelo projeto, compartilhando os resultados preliminares desta etapa, que é central para o diagnóstico qualitativo do ecossistema.

Sobre o Projeto Ecoevi

O Ecoevi visa mapear, analisar e fortalecer o ecossistema de produção, intermediação e uso de evidências para políticas públicas de saúde no Brasil.  A iniciativa é resultado das atividades do Grupo de Trabalho Diagnósticos Situacionais – Coalizão Brasileira pelas Evidências e realizada por parceria entre o Instituto Veredas, a Universidade de Sorocaba (UNISO), a Universidade de São Paulo (USP), em articulação com o Ministério da Saúde e com financiamento da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).por Instituto Veredas

Participe da Rede de Comunicadoras(es) da Coalizão Brasileira pelas Evidências. Inscreva-se até 30 de setembro!

A Coalizão Brasileira pelas Evidências (CBE) está criando um espaço para reunir profissionais de comunicação e pessoas interessadas em fortalecer a produção e a circulação de informações sobre Políticas Informadas por Evidências (PIE) no Brasil. Trata-se da Rede de Comunicadoras(es) da CBE, uma iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) de Comunicação. Inscreva-se até 30 de setembro.

Inscreva-se aqui

O objetivo é mapear quem atua na área da comunicação em entidades, núcleos e instituições vinculadas à Coalizão, criando pontes para a construção de estratégias conjuntas. Ao integrar a rede, você poderá colaborar para potencializar o trabalho das organizações que já fazem parte da CBE e contribuir para o fortalecimento do ecossistema das PIE no país.

A Rede não é exclusiva para comunicadores: qualquer pessoa interessada em somar forças nesse movimento também pode participar. O importante é ter disposição para trocar experiências, compartilhar ideias e construir coletivamente iniciativas que ampliem o impacto das evidências nas políticas públicas brasileiras.

Siga a CBE no instagram, no linkedin e no youtube.

GT Comunicação CBE

Projeto ECOEVI conclui etapa de Autoetnografia com organizações do ecossistema de evidências

Durante os meses de junho e julho, a equipe do GT de Diagnósticos Situacionais,  que implementa o Projeto ECOEVI, realizou quatro oficinas com nove representantes de organizações e núcleos de evidências de várias regiões do país.

Oficina realizada em junho de 2025

O projeto ECOEVI avançou em mais uma importante etapa em seu objetivo de fortalecer o ecossistema de produção, intermediação e uso de evidências para políticas públicas de saúde no Brasil.

Com o objetivo de aprofundar a compreensão da vivência institucional das práticas cotidianas de organizações-chave do ecossistema de evidências em saúde, a equipe realizou 4 oficinas remotas com duração de 2h cada, com nove organizações representando os seguintes eixos de atuação:

Eixo 1: Gestão pública (usuários de evidências); 

Eixo 2: Universidades e institutos de pesquisa (produtoras de evidências);

Eixo 3: Organizações da sociedade civil ou universidades (intermediárias de evidências). 

A metodologia de Autoetnografia no Projeto ECOEVI Brasil

A autoetnografia é um dos quatro componentes interdependentes da metodologia do Projeto ECOEVI-Brasil (clique aqui para conhecer os outros componentes em detalhes), que visa mapear, analisar e fortalecer o ecossistema de produção, intermediação e uso de evidências para políticas públicas de saúde no país.

No contexto do Projeto ECOEVI, a autoetnografia é utilizada como uma estratégia metodológica complementar e aplicada como uma adaptação da etnografia tradicional (processo mais longo de observação participante intensa). 

Essa adaptação permite coletas de dados mais rápidas sem perder a profundidade e compreensão dos participantes envolvidos. Seus principais elementos incluem:

● Foco na rapidez e efetividade: Coleta de dados em curto período, sem comprometer a profundidade.

● Observação ativa: Registro de experiências e interações de forma estruturada e focada.

● Flexibilidade metodológica: Uso combinado de entrevistas, diários reflexivos e grupos de discussão.

Oficina realizada em julho de 2025

No âmbito do projeto, a metodologia foi adaptada a partir do modelo desenvolvido pela a professora Sandy Oliver, do EPPI-Centre (Evidence for Policy and Practice Information and Co-ordinating Centre). 

A adaptação metodológica e os resultados parciais desta etapa foram apresentados em um webinário realizado no dia 12 de agosto e sua análise, posteriormente, será consolidada em um artigo científico. 

Assista abaixo a gravação do Webinário:

Acesse aqui as apresentações:

Etapa de Autoetnografia – Projeto ECOEVI

Adaptação Ágil da Autoetnografia Coletiva do EPPI Centre à Realidade Brasileira

➡️ Confira aqui o Resumo completo e Glossário (com referências bibliográficas) do Projeto ECOEVI Brasil