Coalizão Brasileira pelas Evidências apresenta resultados parciais de iniciativa da OMS para institucionalização do uso de evidências
4º Webinário do Projeto Ecoevi apresentou a adaptação da ferramenta, considerando o o contexto do SUS
por Comunicação Veredas
A Coalizão Brasileira pelas Evidências realizou, nesta terça (4/11), o 4º Webinário do Projeto Ecoevi: Ecossistema de Evidências para Saúde do Brasil, onde apresentou o resultado parcial da Lista de Verificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A ferramenta metodológica, traduzida pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS), foi adaptada para aplicação no contexto brasileiro.
O Projeto Ecoevi é uma iniciativa é resultado das atividades do Grupo de Trabalho Diagnósticos Situacionais, da Coalizão Brasileira pelas Evidências, e realizada por parceria entre o Instituto Veredas, a Universidade de Sorocaba (Uniso), a Universidade de São Paulo (USP), em articulação com o Ministério da Saúde e com financiamento da Opas.
Desenvolvimento e aplicação
A Lista de Verificação da OMS é composta por 73 ítens e seis domínios relacionados à institucionalização do uso de evidências: Governança; Padrões e Processos Rotineiros; Parcerias, Ações Coletivas e Apoio Mútuo; Liderança e Comprometimento; Recursos; e Cultura. Ela é destinada a organizações que apoiam o uso de evidências no processo e elaboração de Políticas Informadas por Evidências (PIE), listando uma série de ações para que o uso de evidências se torne parte da rotina.
Com a adaptação, a ferramenta contextualizou itens considerando à realidade nacional. “Chamamos um painel de 30 especialistas, considerando gênero e região, entre tomadores de decisão, profissionais e pesquisadores, interessados envolvidos na aplicação de evidências em políticas. Esses painelistas contribuíram de maneira efetiva para adaptação dos itens proposta”, afirma Luciane Lopes, representante da Uniso.
Ao todo, 17 instituições de todas as regiões do país participaram desta etapa do projeto, entre elas secretarias de saúde, universidades e instituições de pesquisa, organizações sociais e instituições que atuam em políticas públicas e hospitais.
“Quisemos trazer essa abordagem qualitativa, refletir sobre a história da organização, o que está sendo construído e o que pode ser implementado. Não é uma avaliação, não gera pontuação ou resultado numérico e porcentagem em escala padronizada no final. Ela é uma ferramenta de apoio à reflexão e ao planejamento”, afirma Alan Maicon, da Uniso.
“Tornar essa ferramenta aplicável ao contexto brasileiro é incrível. Não podemos minimizar esse esforço, porque nenhum outro país do mundo está fazendo isso ainda”, afirma Laura Boeira, pesquisadora do Veredas e uma das desenvolvedoras da lista original.
“Agora estamos fazendo a tradução desta ferramenta adaptada ao contexto do Brasil para inglês e vamos debater nossos achados com o grupo que criou a ferramenta original”, completa Luciane.
Projeto Ecoevi
O Projeto Ecoevi tem como objetivo mapear, analisar e fortalecer o ecossistema de produção, intermediação e uso de evidências para políticas públicas de saúde no Brasil, olhando para cada uma das regiões e as especificidades que elas representam, além de classificar os agentes que fazem parte desse ecossistema.
Entre as etapas que já aconteceram estão o mapeamento do ecossistema de evidências para políticas públicas de saúde no Brasil, a autoetnografia, a aplicação da lista de verificação e o diagnóstico situacional regional. O projeto está na fase de disseminação e produção científica.
Na quinta (6/11), às 10h30 (horário de Brasília), a equipe apresentará o processo e os achados preliminares do diagnóstico situacional, em oficina online no Zoom. Para participar, basta se inscrever online. Já na sexta (07/11), às 10h (horário de Brasília), a equipe apresentará na comunidade de práticas da OMS, em inglês, a adaptação da lista de verificação.
Coalizão Brasileira pelas Evidências realizará webinários sobre diagnóstico do ecossistema de evidências em saúde no Brasil. Participe!
Iniciativa irá detalhar a aplicação da Lista de Verificação da OMS, no dia 04/11, e do Manual de Análise Situacional, em 06/11. Os eventos são abertos ao público.
O Projeto Ecoevi: Ecossistema de evidências para saúde do Brasil anuncia a realização de seus dois últimos webinários, que marcam uma fase de divulgação dos métodos e resultados preliminares de sua pesquisa. O projeto tem como objetivo realizar um diagnóstico situacional do uso de evidências nos níveis federal, estadual e municipal de saúde. Os eventos serão dedicados a apresentar as ferramentas fundamentais utilizadas para esse mapeamento.
Na terça (04/11), será realizado o webinário para se conhecer a aplicação da Lista de Verificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), e na quinta (06/11) sobre o Manual de Análise Situacional. Os webinários serão promovidos das 10h30 às 12h. As inscrições devem ser feitas nos links: Lista de Verificação e Manual de Análise Situacional
A participação nos webinários é gratuita e aberta a gestoras(es) públicas(os), pesquisadoras(es), profissionais de saúde, estudantes e a todas(os) as(os) interessadas(os) em ciência e políticas públicas de saúde.Para mais informações sobre o projeto, acesse o site do Projeto Ecoevi.
WEBINÁRIO 4: Conhecendo a aplicação da Lista de Verificação OMS
Objetivo: Apresentar publicamente a adaptação da ferramenta da OMS, o processo de aplicação no contexto do projeto Ecoevi e os resultados parciais, como o número de organizações abordadas, participantes, horas de coleta de informação e a distribuição territorial das organizações mapeadas.
WEBINÁRIO 5: Conhecendo a aplicação do Manual de Análise Situacional
Objetivo: Detalhar a adaptação e aplicação do Manual de Análise Situacional pelo projeto, compartilhando os resultados preliminares desta etapa, que é central para o diagnóstico qualitativo do ecossistema.
O Ecoevi visa mapear, analisar e fortalecer o ecossistema de produção, intermediação e uso de evidências para políticas públicas de saúde no Brasil. A iniciativa é resultado das atividades do Grupo de Trabalho Diagnósticos Situacionais – Coalizão Brasileira pelas Evidências e realizada por parceria entre o Instituto Veredas, a Universidade de Sorocaba (UNISO), a Universidade de São Paulo (USP), em articulação com o Ministério da Saúde e com financiamento da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).por Instituto Veredas
Participe da Rede de Comunicadoras(es) da Coalizão Brasileira pelas Evidências. Inscreva-se até 30 de setembro!
A Coalizão Brasileira pelas Evidências (CBE) está criando um espaço para reunir profissionais de comunicação e pessoas interessadas em fortalecer a produção e a circulação de informações sobre Políticas Informadas por Evidências (PIE) no Brasil. Trata-se da Rede de Comunicadoras(es) da CBE, uma iniciativa do Grupo de Trabalho (GT) de Comunicação. Inscreva-se até 30 de setembro.
O objetivo é mapear quem atua na área da comunicação em entidades, núcleos e instituições vinculadas à Coalizão, criando pontes para a construção de estratégias conjuntas. Ao integrar a rede, você poderá colaborar para potencializar o trabalho das organizações que já fazem parte da CBE e contribuir para o fortalecimento do ecossistema das PIE no país.
A Rede não é exclusiva para comunicadores: qualquer pessoa interessada em somar forças nesse movimento também pode participar. O importante é ter disposição para trocar experiências, compartilhar ideias e construir coletivamente iniciativas que ampliem o impacto das evidências nas políticas públicas brasileiras.
Projeto ECOEVI conclui etapa de Autoetnografia com organizações do ecossistema de evidências
Durante os meses de junho e julho, a equipe do GT de Diagnósticos Situacionais, que implementa o Projeto ECOEVI, realizou quatro oficinas com nove representantes de organizações e núcleos de evidências de várias regiões do país.
Oficina realizada em junho de 2025
O projeto ECOEVI avançou em mais uma importante etapa em seu objetivo de fortalecer o ecossistema de produção, intermediação e uso de evidências para políticas públicas de saúde no Brasil.
Com o objetivo de aprofundar a compreensão da vivência institucional das práticas cotidianas de organizações-chave do ecossistema de evidências em saúde, a equipe realizou 4 oficinas remotas com duração de 2h cada, com nove organizações representando os seguintes eixos de atuação:
Eixo 1: Gestão pública (usuários de evidências);
Eixo 2: Universidades e institutos de pesquisa (produtoras de evidências);
Eixo 3: Organizações da sociedade civil ou universidades (intermediárias de evidências).
A metodologia de Autoetnografia no Projeto ECOEVI Brasil
A autoetnografia é um dos quatro componentes interdependentes da metodologia do Projeto ECOEVI-Brasil (clique aqui para conhecer os outros componentes em detalhes), que visa mapear, analisar e fortalecer o ecossistema de produção, intermediação e uso de evidências para políticas públicas de saúde no país.
No contexto do Projeto ECOEVI, a autoetnografia é utilizada como uma estratégia metodológica complementar e aplicada como uma adaptação da etnografia tradicional (processo mais longo de observação participante intensa).
Essa adaptação permite coletas de dados mais rápidas sem perder a profundidade e compreensão dos participantes envolvidos. Seus principais elementos incluem:
● Foco na rapidez e efetividade: Coleta de dados em curto período, sem comprometer a profundidade.
● Observação ativa: Registro de experiências e interações de forma estruturada e focada.
● Flexibilidade metodológica: Uso combinado de entrevistas, diários reflexivos e grupos de discussão.
Oficina realizada em julho de 2025
No âmbito do projeto, a metodologia foi adaptada a partir do modelo desenvolvido pela a professora Sandy Oliver, do EPPI-Centre (Evidence for Policy and Practice Information and Co-ordinating Centre).
A adaptação metodológica e os resultados parciais desta etapa foram apresentados em um webinário realizado no dia 12 de agosto e sua análise, posteriormente, será consolidada em um artigo científico.
➡️ Confira aqui o Resumo completo e Glossário (com referências bibliográficas) do Projeto ECOEVI Brasil
Projeto ECOEVI apresenta o tema “Ferramentas para diagnóstico situacional do ecossistema de evidências no Brasil”
No segundo webinário do projeto, a equipe de pesquisa apresenta a abordagem metodológica e resultados preliminares da análise do ecossistema de evidências em saúde no Brasil.
Na última quinta-feira, dia 5 de junho, foi realizado o 2º Webinário do Projeto ECOEVI, com o tema “Ferramentas para diagnóstico situacional do ecossistema de evidências no Brasil”. O evento ocorreu em formato remoto, das 10h30 às 12h, e contou com a participação de cerca de 45 pessoas, incluindo participantes de outros países, como Bolívia, Cazaquistão e Filipinas (o evento teve tradução simultânea para o inglês).
Integrantes do grupo de pesquisa do GT de Diagnósticos Situacionais da Coalizão Brasileira pelas Evidências, como o NEv Seriema (UNISO) e o Instituto Veredas, conduziram a reunião e a apresentação dos objetivos, metodologias e ferramentas adaptadas no contexto do Projeto ECOEVI, visando avaliar o ecossistema de evidências em saúde no Brasil.
Além da etapa do mapeamento, que reuniu mais de 250 organizações ou núcleos que atuam com diversos tipos de evidências e temáticas aplicadas à saúde, foram apresentadas também no evento duas ferramentas internacionais adaptadas ao contexto brasileiro:
Ferramenta 1: Lista de Verificação da Organização Mundial da Saúde (Checklist OMS)
Uma ferramenta desenvolvida pela Rede para Políticas Informadas por Evidências (EVIPNet Global), cuja tradução, adaptação cultural e teste piloto estão sendo liderados pela equipe da Universidade de Sorocaba (UNISO). Participam 50 organizações, selecionadas para assegurar diversidade setorial e representatividade geográfica. A validação incluiu a realização de teste piloto, seguido de diálogo deliberativo com especialistas e representantes do Ministério da Saúde.
Ferramenta 2: Manual de Análise Situacional (EVIPNet Europa)
O Manual de Análise Situacional, desenvolvido pela EVIPNet Europa (Rede de Políticas Informadas por Evidências em Saúde da Organização Mundial da Saúde – OMS), orienta a realização de diagnósticos situacionais em nível nacional. Para este projeto, a versão original do manual foi adaptada ao contexto brasileiro, com aplicação prevista em níveis estadual e regional. A adaptação e aplicação da ferramenta foram conduzidas pelo Instituto Veredas.
Ambas as estratégias são promovidas pelo Projeto ECOEVI em seus esforços para analisar e contribuir para a ampliação da cultura de políticas públicas de saúde informadas por evidências, visando qualificar a tomada de decisões no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
O diálogo foi conduzido por duas das instituições que estão na coordenação do projeto: o Instituto Veredas e a Universidade de Sorocaba (UNISO), além de membros da Coalizão Brasileira pelas Evidências.
O Projeto ECOEVI conta com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do Ministério da Saúde do Brasil.
A Fiocruz Brasília sediou na última semana, entre os dias 20 e 22 de maio, a Semana da Avaliação 2025, evento que consolidou seu papel como espaço estratégico de articulação entre ciência, gestão e políticas públicas baseadas em evidências. Com o tema “Práticas, conhecimentos e evidências em políticas públicas”, o encontro lotou o auditório da instituição e reuniu especialistas, gestores, pesquisadores e representantes da sociedade civil em uma ampla programação.
Na cerimônia de abertura, a diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, ressaltou o compromisso da instituição com a valorização da cultura avaliativa e sua aplicação nos territórios brasileiros. “A cultura avaliativa precisa considerar as diversas realidades do nosso país, tão plural e com tantas adversidades. Avaliar não é apenas medir: é compreender os impactos reais das políticas públicas na vida das pessoas e tornar isso parte da nossa prática cotidiana”, afirmou. Ela destacou, ainda, a participação de representantes de nove ministérios, reforçando a transversalidade do tema nas ações do governo federal.
Fabiana também evidenciou o protagonismo da Fiocruz nas agendas de evidências para políticas públicas, mencionando a atuação do Programa EVIPNet Brasil e Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde, que amplia o alcance e o impacto da produção científica. “Temos uma atuação ativa junto a instituições como Anvisa e Conitec [Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde], e seguimos formando redes que fortalecem o monitoramento e a avaliação de políticas públicas, sempre com base no compromisso com os direitos da população”, destacou.
Segundo Damásio, o evento também simbolizou um importante passo na articulação de esforços institucionais para garantir uma gestão pública mais responsiva, estratégica e transformadora. “Estamos aqui reunidos para assumir, coletivamente, o compromisso de usar as evidências a serviço da justiça social, da equidade e do fortalecimento da democracia”, concluiu.
O vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fundação, Juliano Lima, refletiu sobre o papel da avaliação como instrumento de transformação social. “A gestão é uma prática que se aprende, e encontros como este são fundamentais para reunir experiências, compartilhar aprendizados e colocar em diálogo o que há de mais qualificado em termos de evidência científica e boas práticas. É assim que se aprimora a administração pública”, afirmou.
Juliano destacou, ainda, o momento simbólico que vive a Fiocruz, que, em 25 de maio de 2025, completou 125 anos de existência. “A Fiocruz é um patrimônio da sociedade brasileira, e está cada vez mais comprometida com a articulação intersetorial e o fortalecimento de políticas públicas em parceria com mais de 15 ministérios. Atuamos com base no que está escrito no artigo 196 da Constituição: a saúde como direito de todos e dever do Estado, garantida mediante políticas econômicas e sociais”, reforçou.
O vice-presidente defendeu também uma abordagem avaliativa subordinada a um projeto de país que enfrente desigualdades e promova bem-estar para todas as populações. “Nosso desafio não é avaliar por avaliar. É garantir que a avaliação esteja a serviço de um projeto de governo comprometido com a redução das injustiças. Temos, no Brasil, territórios onde a expectativa de vida é 20 anos menor que a média nacional. Isso é indigno. Avaliar é também se indignar, refletir e agir para transformar essa realidade”, concluiu.
Miniaulas evidenciam aplicação prática de sínteses e mapas de evidências
Entre os pontos altos da programação estiveram as miniaulas conduzidas por pesquisadoras da Fiocruz, com foco na aplicação prática de metodologias de síntese de evidências.
Na aula “Metodologias de síntese de evidências e os impactos para políticas públicas”, a coordenadora do Programa de Evidências para Políticas e Tecnologias em Saúde (Pepts) da Fiocruz Brasília e do Núcleo de ATS da Rebrats, Flávia Elias, apresentou metodologias rigorosas que auxiliam gestores públicos na tomada de decisão baseada em conhecimento técnico qualificado.
Para a pesquisadora, a Semana possibilitou interação e network entre os participantes. “Reunir os órgãos governamentais, que trabalham com monitoramento e avaliação, apresentando experiências exitosas e ferramentas que as pessoas podem usar e obter dessas políticas públicas que esses órgãos trabalham, como Ipea, Enap, Embrapa, o Ministério da Saúde, trazendo esse aspecto da institucionalização da avaliação e o desafio do papel do monitoramento como forma de avaliação de processos e os desafios também para compartilhamento de dados para processos avaliativos”, afirmou.
Já a pesquisadora Sandra Leone, da Fiocruz Mato Grosso do Sul, conduziu a miniaula “Como as sínteses e mapas de evidências para políticas podem contribuir para a tomada de decisão?”, demonstrando como essas ferramentas vêm sendo utilizadas na prática para orientar intervenções públicas mais assertivas e socialmente responsivas.
Diálogo federativo e comunicação de evidências também ganham destaque
Outro momento marcante foi a mesa-redonda “Desafios e soluções em monitoramento e avaliação de políticas sociais na perspectiva federativa”, com o pesquisador Jorge Barreto, do Colaboratório de Ciência, Tecnologia, Inovação e Sociedade (CTIS) da Fiocruz Brasília. A discussão trouxe experiências de diferentes níveis de governo e reforçou a importância de abordagens integradas na avaliação de políticas sociais.
“A Semana da Avaliação 2025 congregou especialistas e interessados de diferentes áreas de Políticas Sociais em discussões sobre tópicos atuais e de alta relevância para a temática da avaliação de políticas públicas no Brasil. Oportunidades de intercâmbio de conhecimento e experiência, de uma forma muito participativa, nas mesas abordadas nas plenárias, além de integrar competências e habilidades, nas atividades de construção de capacidades. A Semana da Avaliação superou as expectativas, em qualidade e abrangência”, destacou Jorge Barreto.
Integrando a programação, a oficina “Comunicação de Evidências”, ministrada por Fernanda Marques, pesquisadora da Escola de Governo Fiocruz-Brasília, trabalhou estratégias para tornar a linguagem técnica acessível a públicos diversos, promovendo maior efetividade na comunicação entre ciência e gestão pública.
Com ampla diversidade institucional e uma programação robusta, a Semana da Avaliação 2025 reforçou o papel da Fiocruz Brasília na produção e disseminação de conhecimento para políticas públicas, fortalecendo a cultura avaliativa, o uso de evidências e a cooperação entre instituições comprometidas com a construção de um país mais justo, democrático e baseado em direitos.
A Semana da Avaliação 2025 foi organizada e promovida pela Fiocruz Brasília e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), juntamente com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e outras instituições: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sagicad/MDS); Secretaria de Monitoramento e Avaliação do Ministério do Planejamento e Orçamento (SMA/MPO); Fiocruz Mato Grosso do Sul; e Ministério da Saúde.
Cerca de 21 instituições federais participaram da programação, representando diferentes esferas da administração pública — federal, estadual e municipal. A Semana contou com mais de 900 inscritos e teve o apoio da Coalizão Brasileira pelas Evidências, uma rede com mais de 40 instituições que trabalham com o tema de intervenções sociais informadas por evidências. Profissionais que integram a rede estiveram entre os participantes, palestrantes e organizadores do evento.
O evento foi transmitido ao vivo no Youtube da Fiocruz Brasília. Para assistir, acesse aqui.
Projeto ECOEVI realiza Diálogo Deliberativo sobre uso de evidências em saúde no Brasil
A equipe de pesquisa do Projeto ECOEVI – Ecossistema de Evidências para Saúde do Brasil realizou, na sexta-feira, 25 de abril de 2025, um Diálogo Deliberativo com especialistas para discutir o uso de ferramentas metodológicas voltadas à análise da maturidade da institucionalização do ecossistema de evidências no país. O evento ocorreu remotamente, por meio da plataforma Zoom, das 9h às 12h, e contou com a participação de 20 especialistas convidados.
O que é institucionalização de Evidências para informar Políticas?
A institucionalização de evidências é um processo dinâmico e contínuo, que busca tornar o uso de evidências como parte natural e rotineira de uma sociedade, cultura ou sistema de políticas públicas. Isso significa compreender que as evidências na perspectiva coletiva e de áreas que produzem, utilizam e são intermediárias deste conteúdo.
O principal objetivo do encontro foi validar a adaptação de duas ferramentas desenvolvidas em âmbito internacional para sua aplicação em âmbito nacional, sendo as seguintes metodologias:
Ambas ferramentas estão sendo adaptadas pela equipe de pesquisa do projeto e foram apresentadas para análise crítica dos especialistas convidados, à luz do contexto brasileiro, com foco nos desafios e nas estratégias para seu uso em diagnósticos situacionais nos níveis federal, estadual e municipal.
O Diálogo Deliberativo propiciou um espaço de escuta qualificada e construção coletiva entre pesquisadores, gestores e profissionais da saúde pública, visando obter recomendações dos especialistas para adaptar e fortalecer o uso dessas ferramentas no contexto nacional. Por se tratar de uma etapa preliminar da pesquisa, o evento foi aberto somente a especialistas convidados, que contribuíram com suas percepções. Em junho, será realizado um webinário para compartilhar os principais achados e os desafios encontrados durante todo o processo.
A iniciativa integra os esforços do Projeto ECOEVI para promover uma cultura de políticas públicas de saúde informadas por evidências, contribuindo para decisões mais qualificadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O diálogo foi realizado por duas das instituições que estão na coordenação do projeto: o Instituto Veredas e a Universidade de Sorocaba (UNISO), além de membros da Coalizão Brasileira pelas Evidências.
O Projeto ECOEVI conta com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do Ministério da Saúde do Brasil.
Relatório da Coalizão Brasileira pelas Evidências aponta expansão de rede com mais de 70 instituições que melhoram as políticas públicas no país
A Coalizão Brasileira pelas Evidências (CBE), rede criada em 2022 por diversas entidades interessadas em melhorar as políticas públicas no país, lança, em abril de 2025, o seu terceiro relatório anual, consolidando os avanços e apontando os desafios enfrentados ao longo de 2024. O documento apresenta um panorama das principais iniciativas desenvolvidas para fortalecer o ecossistema de evidências no Brasil e destaca a crescente articulação entre governos, academia e sociedade civil no ecossistema das Políticas Informadas por Evidências.
O relatório mostra que 41% das instituições atuantes estão em São Paulo, 19% no Distrito Federal e 10% no Rio Grande do Sul. O tema de mais relevância entre os membros é “Saúde e Bem-estar”, seguido por “Direitos Humanos e Cidadania” e “Educação”. Entre os destaques, estão a institucionalização de práticas de avaliação e monitoramento, além da criação de mecanismos que favorecem a transparência e a disseminação do conhecimento por parte de diferentes gestões públicas. A CBE iniciou com 40 entidades envolvidas e hoje já são mais de 70 espalhadas em todas as regiões do país.
Desafios
Além dos avanços, o documento também mapeia desafios persistentes, como a necessidade de ampliar a capacitação técnica de gestoras(es) públicas(os) na área e de garantir financiamento sustentável para projetos, bem como superar barreiras culturais que ainda dificultam a adoção de práticas embasadas em evidências. Outra percepção do relatório é a necessidade de participação e sensibilização de mais entidades do Nordeste e do Norte brasileiros no grupo.
Durante o ano, foram realizadas diversas ações de engajamento, incluindo eventos, capacitações e publicações que buscam sensibilizar gestoras(es) e ampliar o impacto do uso de evidências nas políticas públicas. O relatório serve como um instrumento estratégico para orientar os próximos passos da agenda de evidências no Brasil.
Como participar da CBE?
Preencha o formulário no site da Coalizão e participe das reuniões ampliadas mensais. Você também pode integrar-se aos Grupos de Trabalho que hoje atuam na rede, a partir dos seus interesses e perfil.
Faça parte da Coalizão Brasileira pelas Evidências
GT de Comunicação da CBE
Coalizão Brasileira pelas Evidências realiza webinário sobre sínteses rápidas com o McMaster Health Forum
Na última segunda-feira (24/02), a Coalizão Brasileira pelas Evidências promoveu um webinário com a participação de Kerry Waddell, pesquisadora da McMaster University, para apresentar a metodologia de sínteses rápidas utilizada pela instituição canadense.
Kerry Waddell lidera o engajamento do McMaster Health Forum com os governos federal, provinciais e territoriais do Canadá. Seu trabalho envolve o fortalecimento dos sistemas de apoio à utilização de evidências no país, além da condução de projetos-piloto inovadores baseados em evidências. Ela também atua na resposta a questões formuladas por tomadores de decisão, por meio de sínteses de evidências contextualizadas, perfis de evidência contínuos, sínteses rápidas e resumos de evidência.
Durante o evento, Waddell apresentou um panorama das sínteses de evidências contextualizadas, apresentando diferentes metodologias conforme os resultados esperados e escopo dos produtos. Algumas sínteses rápidas podem ser desenvolvidas em um a cinco dias, enquanto outras exigem cerca de dois meses de pesquisa e elaboração.
A partir da experiência da McMaster Health Forum, a discussão abordou também aspectos estruturais-chave para a permitir um fluxo mais assertivo na produção de sínteses de evidência. Dentre esses elementos, destaca-se a definição de processos e templates para cada tipo de produto, integrar-se a redes de outras equipes de síntese de evidências que apoiam uma abordagem distributiva, e redes de especialistas que podem fornecer orientação sobre frameworks e evidências incluídas. Waddell apresentou também alguns perfis de profissionais envolvidos nesses projetos e o detalhamento do escopo de trabalho de cada um.
Para saber mais, acesse o webinário, realizado em inglês, disponível no canal do YouTube da Coalizão Brasileira pelas Evidências. Além disso, os slides da apresentação conduzida por Kerry Waddell podem ser acessados aqui.
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Sobre o McMaster Health Forum
Nos últimos 15 anos, o McMaster Health Forum tem apoiado iniciativas para enfrentar desafios de saúde e sociais com base em pesquisas, experiências e insights de cidadãos, profissionais, líderes organizacionais e formuladores de políticas. Atualmente, o Fórum trabalha com diversos parceiros para fortalecer o sistema de apoio a evidências no Canadá. As ações incluem: a criação de um mecanismo de suporte baseado em evidências para organizações, a avaliação do sistema de suporte a evidências no governo federal e o apoio técnico para sua implementação, além da organização de uma série de diálogos virtuais para formalizar e fortalecer esse sistema em nível nacional. Saiba mais aqui.
Coalizão Brasileira pelas Evidências mapeia mais de 250 núcleos integrantes do ecossistema de evidências para Saúde no país
A Coalizão Brasileira pelas Evidências apresentou, na quinta (13/02), os primeiros resultados alcançados pelo projeto Ecossistema de Evidências para Saúde do Brasil: Diagnóstico Situacional do Uso de Evidências nos Níveis Federal, Estadual e Municipal (Ecoevi). O evento, promovido de forma online, reuniu pesquisadoras(es), servidoras(es) municipais de diversas localidades e representantes do Ministério da Saúde.
O Ecoevi é executado por diferentes organizações que compõem o Grupo de Trabalho de Diagnósticos Situacionais da Coalizão e tem o objetivo de mapear, descrever e analisar o ecossistema de produção, de uso e de disseminação de evidências para a saúde, nas cinco regiões brasileiras.
Durante o webinário, foram apresentadas as principais etapas do estudo, que incluem o mapeamento de organizações produtoras e intermediárias de evidências em saúde, divididas entre:
Sociedade civil e universidades;
Secretarias de saúde de governos estaduais e municipais de capitais;
Organizações ligadas à assistência farmacêutica e grupos de pesquisa cadastrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Os resultados parciais do estudo foram apresentados por representantes do Instituto Veredas, do Núcleo de Evidências da Faculdade de Odontologia da USP, da Universidade Federal de Pernambuco e do Serviço de Evidências para Monitoramento & Avaliação (Seriema) da Universidade de Sorocaba (Uniso).
Principais achados
O mapeamento incluiu 36 Organizações da Sociedade Civil (OSC), 71 indivíduos, 29 Núcleos de Tecnologias e Inovação de Universidades Federais e Estaduais, 169 Programas de Pesquisa para o SUS (PPSUS), 28 grupos de pesquisa cadastrados no CNPq, além do mapeamento de secretarias de saúde dos governos estaduais e municipais (das capitais).
Durante o webinário, foi apresentada atualização do Mapa Interativo da Coalizão Brasileira por Evidências, que visa facilitar o acesso à rede de profissionais e organizações atuantes em Políticas Informadas por Evidência (PIE), fortalecendo as conexões entre diferentes agentes do ecossistema de Saúde. Os participantes do evento sugeriram estratégias para superar os desafios relatados pelas(os) pesquisadoras(es) e articulando novos contatos para a expansão da pesquisa.
Saiba mais
O Ecoevi é realizado com apoio da Coordenação de Evidências e Informações Estratégicas para a Gestão em Saúde, do Ministério da Saúde, e é viabilizado por meio de Carta-Acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS).
Participaram do webinário: Maryana Carmello Costa e Maristela Vilas Boas Fratucci (Núcleo de Evidências da Faculdade de Odontologia da USP); Fernando Antonio de Gusmão Filho (Universidade Federal de Pernambuco); Professora Luciane Cruz (Uniso). O evento foi mediado por Jéssica Farias, integrante da Coalizão Brasileira por Evidências.